sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As ultimas lágrimas...



Não me olhes como se o tempo
transportasse apenas o esquecimento...
Não me fales como se as palavras
tivessem apenas um sentido...
Não finjas que a madrugada
pode esconder todas as manhãs...
Não mintas à tua alma,
não ignores o peso das lágrimas,
quando o teu rosto amadurecia
na obscuridade do espelho
naquele fim de tarde
feita de chuva...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Na espuma do tempo...


Recordo-te na espuma do tempo,
recordo-te no acenar espesso
das palavras sufocadas...
Recordo-te na alegria breve...

Recordo-te no espelho quebrado
das imagens feitas de vapor...
Recordo-te na fragilidade
das promessas de amor...

Recordo-te na hora morta de mim,
na ilusão que se acentua...
Recordo-te na imposição
dos instantes vazios...

Recordo-te na imensa tarde das avenidas,
recordo-te nas noites à beira mar...
Recordo-te nas rochas,
repletas do teu luar...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Apenas prazer...




Olhava-te na sedução dos teus lábios,


no imaginário das tuas coxas morenas,


sentia-te dançando dentro do meu corpo,


tocava-te, enfrentava o teu desejo quente e húmido,


contorcia-me dentro de ti até me pertenceres


nas palavras, nos gestos e nos gemidos...


Olhava-te, rendido ao cansaço do prazer,


olhava-te bem dentro dos teus olhos apaixonados,


olhava-te e desejava apaixonar-me...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nas tuas mãos...


Das tuas mãos brotavam palavras,

das tuas mãos nasciam sonhos,

que se misturavam com os meus...


Próximas e distantes,

minhas e tuas,

alternavam entre o tudo e o nada,

ora tinham a expressão do amor,

ora o desalento frio do jogo...


Lembro-me do toque tímido,

da memória sem trégua,

da insensatez sensata,

nas mãos desaguava um rio sem margens,

onde te escondias até naufragares...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Na neve do teu olhar...


Lindos, os teus olhos volatilizam sonhos,

instáveis, mutantes, geram pesadelos...

Dentro do teu olhar naufragam desejos,

gélidos e cortantes...

Tormenta após tormenta,

a luz azul do teu olhar derrete-se em cinza,

numa memória esperança de um azul intenso,

onde o contraste dos lábios vermelhos,

transformásse a sua palidez rosa...

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